Apesar dos avanços econômicos inquestionáveis dos últimos anos, o Brasil ainda carece de um tipo muito mais complexo de desenvolvimento: o social. As lacunas de educação presentes na população ainda são gritantes, qo que se reflete em diversos âmbitos da sociedade, com destaque para o tratamento destinado às mulheres. A questão é bastante séria e as estatísticas recentes trazem dados assustadores.A violência doméstica no Brasil é direcionada, em sua maior parte, às esposas, companheiras, namoradas e parceiras. Pesquisas realizadas por entidades não-governamentais baseadas em dados oficiais do governo sugerem que a principal causa de mortes não-naturais da população feminina do país é justamente a violência doméstica.
Outro indicador alarmante é o número de ações judicais relacionadas às agressões sofridas pelas mulheres. Segundo dados do Superior Tribunal de Justiça, foram abertos 640 processos de violência contra mulheres em 2006. Em contrapartida, somente no primeiro semestre desse ano foram mais de 1.600. O impressionante crescimento de 250% em apenas cinco anos pode ser interpretado de duas maneiras:
A primeira e mais sugestiva é que a violência nos lares brasileiros tem crescido exponencialmente nos últimos anos. A segunda, e talvez um pouco mais próxima da realidade, é que as mulheres estão adotando uma atitude mais firme contra as agressões e passaram a denunciar com mais frequência as formas de abuso às quais estão sujeitas por parte de seus companheiros.
Com a introdução de novas legislações, como a Lei “Maria da Penha”, as punições para os parceiros agressores ficaram muito mais severas e punitivas. As mulheres também ganharam atenção especial do poder judiciário e de entidades que recebem as vítimas de casos mais sérios. Por isso, não há como negar: a violência doméstica é caso de polícia. E precisa ser tratada como tal, inclusive pelo lado mais prejudicado.
Leia mais: O ciclo da violência contra a mulher
A primeira e mais sugestiva é que a violência nos lares brasileiros tem crescido exponencialmente nos últimos anos. A segunda, e talvez um pouco mais próxima da realidade, é que as mulheres estão adotando uma atitude mais firme contra as agressões e passaram a denunciar com mais frequência as formas de abuso às quais estão sujeitas por parte de seus companheiros.
Com a introdução de novas legislações, como a Lei “Maria da Penha”, as punições para os parceiros agressores ficaram muito mais severas e punitivas. As mulheres também ganharam atenção especial do poder judiciário e de entidades que recebem as vítimas de casos mais sérios. Por isso, não há como negar: a violência doméstica é caso de polícia. E precisa ser tratada como tal, inclusive pelo lado mais prejudicado.
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Violência doméstica